Inseto
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Inse(c)tos
Aromia moschata
Classificação científicaReino:
AnimaliaFilo:
ArthropodaSubfilo:
UniramiaClasse:
Insecta
Linnaeus, 1935
Classificação
Ver texto
Os insetos (
português brasileiro) ou insectos (
português europeu) são
animais invertebrados da classe Insecta, o maior e, na superfície terrestre, mais largamente distribuído grupo de animais do filo
Arthropoda.
Os insetos são o grupo de animais mais diversificado existente na
Terra, possuem mais de 800 mil
espécies descritas - mais do que todos os outros grupos de animais juntos. Os insetos podem ser encontrados em quase todos os
ecossistemas do planeta, mas só um pequeno número de espécies se adaptaram à vida nos
oceanos. Existem aproximadamente 5 mil espécies de
Odonata (
libelinhas), 20 mil de
Orthoptera (
gafanhotos), 170 mil de
Lepidoptera (
borboletas), 120 mil de
Diptera (
moscas), 82 mil de
Hemiptera (
percevejos e
afídeos), 350 mil de
Coleoptera (
besouros) e 110 mil de
Hymenoptera (
abelhas,
vespas e
formigas).
A ciência que estuda os insetos é a
Entomologia.
Alguns grupos menores, com uma anatomia semelhante, como os
colêmbolos, eram agrupados com os insetos no grupo
Hexapoda, mas atualmente seguem um grupo parafilético
Ellipura, tendo discussões filogenéticas relevantes no campo da biologia comparativa. Os verdadeiros insetos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as peças
bucais externas e por terem onze
segmentos abdominais. Muitos artrópodes
terrestres, como as
centopeias,
mil-pés,
escorpiões,
aranhas, como também microartrópodes
colêmbolos são muitas vezes considerados erroneamente insetos.
Índice[
esconder]
1 Morfologia1.1 Anatomia externa1.2 Anatomia Interna2 Biologia3 O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade humana4 Taxonomia4.1 Subclasse Apterygota4.2 Subclasse Pterygota5 Fósseis6 Ligações externas//
[
editar] Morfologia
[
editar] Anatomia externa
Os insetos são geralmente pequenos e têm o
corpo segmentado e protegido por um
exosqueleto de
quitina. O corpo é dividido em três
tagmas:
cabeça,
tórax e
abdómen. Na cabeça encontram-se um par de
antenas sensoriais, um par de
olhos compostos, dois ou três olhos simples ou
ocelos e as peças
bucais: um par de
mandíbulas, um par de
maxilas e a
hipofaringe. Outras estruturas que fazem parte do aparelho bucal dos insetos são o lábio, o labro, um par de
palpos labiais, um par de palpos maxilares e o clípeo. Essas peças são modificadas em cada grupo para atender aos diferentes hábitos alimentares, formando diversos tipos de aparelho bucal (sugador, mastigador, triturador e lambedor).
Podem ser caracterizados como animais de simetria bilateral e segmentados como os demais
artrópodes e também com os anelídeos. São, porém, os únicos artrópodes que possuem asas, que são finas expansões do exoesqueleto, possibilitando a dispersão por distâncias maiores.
O tórax é dividido em três segmentos: protórax, mesotórax e metatórax cada um com um par de patas e, nos alados (
Pterygota), um ou dois pares de
asas, um no mesotórax e outro no metatórax.
O abdómen em geral apresenta onze segmentos, mas em muitos esse número é reduzido. Podem ser encontrados apêndices no 11° segmento, estes são chamados cercos. Além disso, é no abdómen que se encontram as estruturas
reprodutivas. Nos
machos o segmento genital é o 9°, onde há a abertura genital. Nas
fêmeas são os segmentos 8° e 9°. Os machos de algumas
espécies podem apresentar um par de ganchos no segmento genital que auxilia na
cópula como nos
percevejos (
Hemiptera), outros insetos possuem estilos (par de pequenos prolongamentos) como
baratas e
louva-a-deus. As fêmeas de muitos insetos possuem
ovipositores, apêndices dos segmentos genitais adaptados a postura de
ovos. São compostos de três pares de valvas, um no 8° segmento e dois no 9° segmento.
[
editar] Anatomia Interna
Anatomia de um insectoA- Cabeça B- Tórax C- Abdómen1. antena2. ocelo (inferior)3. ocelo (superior)4. olho composto5. cérebro (gânglios cerebrais)6. protórax7. artéria dorsal8. tubos traqueais e espiráculos9. meso-tórax10. meta-tórax11. asa (1ª)12. asa (2ª)13. intestino médio (mesêntero)14. coração15. ovário16. intestino posterior (proctodeo)17. ânus18. vagina19. gânglios abdominais20. túbulos de Malpighi21. tarsômero22. garras tarsais23. tarso24. tíbia25. fémur26. trocanter27. intestino anterior (estomodeo)28. gânglios torácicos29. coxa30. glândula salivar31. gânglio sub-esofágico32. peças bucais
Os insetos são protostômios, triblásticos e
celomados. Têm um
sistema digestivo completo, consistindo num tubo que vai da boca ao
ânus. O
sistema excretor consiste em
túbulos de Malpighi para a remoção dos dejetos
nitrogenados e no
intestino posterior para a
osmorregulação: através do intestino posterior, os insetos são capazes de reabsorver água com os
iões K+ e Na+ e, por isso, eles normalmente não excretam água com as fezes, permitindo-lhes conservá-la e, assim, sobreviver em
ambientes áridos.
A
respiração dos insetos é realizada por um sistema de
traquéias que transportam o
oxigênio dentro do corpo. Estas traquéias têm aberturas na
cutícula chamadas
espiráculos, por onde são feitas as trocas gasosas. O
sistema circulatório dos insetos, como nos restantes artrópodes, é aberto: o
coração bombeia a
hemolinfa através de
artérias para espaços que rodeiam os
órgãos; quando o coração se descontrai, a hemolinfa volta para dentro deste órgão.
O complexo sistema nervoso é constituído por vários pares de gânglios ligados, fundidos, que se unem na região da cabeça e que formam uma massa cerebral. Esta massa se une a uma longa rede nervosa de gânglios ventrais que vai até a extremidade do abdome.
[
editar] Biologia
Muitos insetos possuem um ou dois pares de asas localizadas no segundo e terceiro segmentos torácicos e são o único grupo de
invertebrados que desenvolveu a capacidade de voar, o que teve um importante papel no seu sucesso
reprodutivo. Os insetos alados e as espécies relacionadas que perderam secundariamente as asas estão agrupadas nos
Pterygota.
Em alguns insetos, o vôo depende muito da
turbulência atmosférica, mas nos mais “primitivos” está baseado em
músculos que fazem bater as asas. Noutras espécies mais “avançadas”, do grupo
Neoptera, as asas podem ser dobradas sobre o dorso, e quando em uso são acionadas por uma ação indirecta de músculos que atuam sobre a parede do tórax. Estes músculos contraem-se quando se encontram distendidos, sem necessitarem de impulsos
nervosos, permitindo ao animal bater as asas muito mais rapidamente.
Os insetos jovens, depois de sairem dos
ovos, sofrem uma série de mudas ou
ecdises a fim de poderem crescer – uma vez que o exosqueleto não lhes permite crescer sem o mudarem. Nas
espécies que apresentam
metamorfose incompleta, os juvenis, chamados
ninfas, não possuem asas, e são basicamente iguais aos
adultos na forma do corpo; na metamorfose completa, característica dos
Endopterygota, a
eclosão do ovo produz uma
larva, geralmente em forma de
verme (a
lagarta) que, depois de crescer, se transforma numa
pupa que, muitas vezes, se encerra num
casulo, ou numa
crisálida, que muda consideravelmente de forma, antes de emergir como adulto.
Algumas espécies de insetos, como as formigas e as
abelhas, vivem em
sociedades tão bem organizadas que são por vezes consideradas
superorganismos.
Muitos insetos possuem orgãos dos
sentidos muito refinados; por exemplo, as abelhas podem
ver a luz
ultravioleta e os
machos das
falenas têm um forte
olfacto que lhes permite detectar as
feromonas de
fêmeas a quilómetros de distância.
[
editar] O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade humana
Muitos insetos são considerados daninhos porque transmitem
doenças (
mosquitos,
moscas), danificam construções (
térmitas) ou destróem colheitas (
gafanhotos,
gorgulhos) e muitos
entomologistas econômistas ou agrônomos se preocupam com várias formas de lutar contra eles, por vezes usando
insecticidas mas, cada vez mais, investigando métodos de
biocontrolo.